Postado por: Alanna Libdy em: Entrevista, Rolling Stone
“Acho que eu ligava demais para o que as pessoas pensavam de mim” – Demi Lovato para a Rolling Stone

A renomada Rolling Stone, uma das maiores revistas sobre música da atualidade, fez uma sessão de perguntas e respostas com Demi Lovato. A cantora falou sobre seu documentário – que está para ser lançado em 17 de outubro, sobre como ela se sentiu ao cantar o Hino Nacional, na luta entre Mayweather e McGregor, além de mencionar a polêmica declaração que fez no fim do ano passado, ao anunciar uma longa pausa em sua carreira. Confira:

Você cantou o hino nacional antes da luta de Floyd Mayweather Jr. Vs Conor McGregor, em frente a mais de 100 milhões de pessoas. Como estavam os seu sentimentos enquanto você andava para o ringue?

Eu estava tremendo muito, tanto que eu tive que segurar o microfone com as duas mãos. Eu não queria estragar tudo. É uma música difícil de ser cantada – tem notas altas que você tem que alcançar, e você quer fazer isso da sua maneira, sem exageros. Eu acho que me saí bem. Eu iria à luta de qualquer forma, para comemorar o meu aniversário. Conor fez um bom trabalho e Floyd é inacreditável. Foi uma boa luta.

Você fala no documentário sobre tudo, desde o vício em cocaína até a desordem alimentar. Tem algo que você não quis comentar?

Para ser honesta, não. Eu estava bastante aberta em frente às câmeras. Os únicos momentos nos quais eu não queria ser filmada, eram quando eu estava escrevendo músicas, pois eu não queria ser distraída.

Você tem passado por uma recuperação por vícios em drogas durante alguns anos. Como isso influencia o seu dia-a-dia?

Não é tanto sobre evitar drogas e álcool, porque eu não me coloco em situações assim. Eu não vou à clubes. Isso molda a minha vida no sentido de que eu vivo me questionando. Se eu quero xingar alguém enquanto estou dirigindo, eu pergunto a mim mesma tipo, “Por que eu quero fazer isso? Por que eu estou tão impaciente agora?”

No início do ano, você disse que estava cansada de ser rotulada como “bipolar”. Por quê?

Eu não estão estou cansada disso. Mais do que nada, eu tenho orgulho de ser bipolar e falar sobre isso. Bipolaridade é uma desordem de humor. Eu lido com mudanças no meu humor, lido com manias e fases de depressão bipolar também. Mas eu tenho usado minha voz para ajudar as pessoas e eu me sinto orgulhosa de poder fazer isso.

Você tem uma música no seu novo álbum chamada “Daddy Issues’, na qual você canta sobre um romance tórrido com um homem mais velho.

Eu cresci tendo uma relação complicada com meu pai biológico. Isso me causaria problemas de relacionamentos e certamente de comportamento no futuro. Eu aprendi que a razão por trás desse comportamento era o meu pai.

Você se importa que os fãs estejam especulando sobre quem você teve um affair e escreveu essa música?

Se eu me importasse, eu não a lançaria. Eu estou bem que eles estejam usando para isso agora.

Você esteve bastante envolvida na campanha de Hillary Clinton. Onde você esteve na noite da eleição?

Eu na verdade estava com a comitiva de Clinton em Nova Iorque. Isso foi extremamente desconfortável. Todos estávamos devastados.

O que você aprendeu trabalhando na campanha?

Que é melhor usar a sua voz e perder fãs, do que não dizer nada e agradar à todos. Eu sei que com isso vem um risco, mas eu queria ver a diferença sendo feita neste país.

Você está confiante que uma mulher vai se tornar presidente em um futuro próximo?

Eu não sei se em um futuro próximo. Eu acho que este país tem muito a crescer antes disso acontecer, óbvio. Mas isto definitivamente vai acontecer.

Você era uma das atrizes-mirins em Barney & Seus Amigos. Como você lembra deste período?

Muito carinhosamente. Eu me sentia mais confortável cercada por adultos que por crianças da minha idade quando eu ia para a escola pública. Eu me diverti muito porque eu estava em Barney. Eu olho para trás e eu acho que as crianças tinham na verdade inveja, pois elas queriam atuar e cantar na TV. Eu aprendi muito no tempo em que estudei em casa, eu me sentia pronta para ensinar minha matéria de matemática.

Como adolescente você também estrelou Camp Rock com os Jonas Brothers. Você prefere assistir isso, ou um de seus episódios em Barney?

Definitivamente Camp Rock. Há pelo menos uma substância. Barney foi divertido, mas as músicas e a dança – era demais…

Ano passado você disse que tiraria um tempo da música e que você não “tinha sido feita para esses negócios”. Por quê?

Eu acho que eu ligava demais para o que as pessoas pensavam de mim. Eu estava em um lugar onde eu deixei minhas inseguranças vencerem – eu queria que todos me amassem, e eu estava recebendo reações de entrevistas que foram mal interpretadas com tuítes de pessoas que liam elas. Agora eu apenas não me importo. Eu não foco tanto nas pessoas gostarem de mim, na verdade eu só quero fazer as minhas coisas e ser cantora.

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